sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Desemprego atinge 2,8 milhões de pessoas a mais em 2015, segundo IBGE

Do UOL, em São Paulo



  • Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo
    Fila de pessoas a procura de emprego em evento da prefeitura de SP, em 2015 Fila de pessoas a procura de emprego em evento da prefeitura de SP, em 2015
Em 2015, 2,8 milhões de pessoas a mais estavam na fila do desemprego, em comparação com 2014, um aumento de 38,1% no ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, o total de pessoas sem trabalho chegou a 10 milhões.
A taxa de desemprego de 2015 foi de 9,6%, de acordo com a pesquisa, aumento de 2,7 pontos percentuais na comparação com o ano anterior.
Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (25) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
Ano passado foi o primeiro em que o número total de trabalhadores caiu, desde o início da série histórica da Pnad, em 2004. O número de trabalhadores em 2015 foi estimado em 94,8 milhões de pessoas, representando uma queda de 3,9% em relação ao ano anterior, quando 98,6 milhões tinham trabalho.

Desemprego por região

O número de desempregados aumentou nas cinco regiões do país. O Sudeste foi o que teve maior aumento em números absolutos, com 1,5 milhão a mais, mas, proporcionalmente, a maior alta foi no Sul:
  • Sul: 66,1% de alta no desemprego(432 mil a mais)
  • Sudeste: 46% (1,5 milhão a mais)
  • Centro-Oeste: 39,1% (178 mil a mais)
  • Nordeste: 22,8% (499 mil pessoas)
  • Norte: 17,9% (109 mil pessoas)

Perfil dos desempregados

Entre o total de desempregados no país:
  • Uma a cada quatro pessoas nunca tinha trabalhado (26,3%)
  • Um a cada três (33,4%) eram jovens de 18 a 24 anos
  • Quase a metade (48,2%) não tinha completado o ensino médio
  • A maior parte (60,4%) eram negros (grupo formado por pretos e pardos, de acordo com a metodologia do IBGE)

Outras pesquisas

A Pnad é feita uma vez por ano, mas não é a única pesquisa do IBGE com dados sobre emprego.
Mensalmente, o instituto também divulga dados da Pnad Contínua. Apesar de o nome ser parecido e ela também mostrar dados como o total de trabalhadores e a taxa de desemprego, a metodologia é diferente. Por causa disso, os resultados também variam, ainda que indiquem a mesma tendência (aumento do desemprego em 2015).
Assim, a Pnad Contínua registrou que a taxa de desemprego teve média de 8,5% em 2015, fechando o ano com 8,6 milhões de desempregados. Estes dados foram divulgados em março deste ano.
Desde então, outros resultados dessa pesquisa já foram divulgados. O mais recente indica que o país chegou a 12 milhões de desempregados no terceiro trimestre de 2016, com taxa de 11,8%.
Além do IBGE, outros órgãos e institutos divulgam dados sobre desemprego. O Ministério do Trabalho, por exemplo, registra mensalmente o número de trabalhadores com carteira assinada.

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