segunda-feira, 13 de julho de 2015

ERA DIGITAL DA VIDA a Mona Lisa que pisca, sorri e faz careta

Projeto francês funciona com Kinect, que capta movimentos e imagens.
Obra deve ser vendida em três versões: tablet, aplicativo e uma joia.

Da France Presse
'Mona Lisa' digital pisca, sorri e faz caretas; projeto foi criado na França (Foto: Divulgação)
Uma equipe de especialistas da França criou uma versão digital da obra "Mona Lisa", dando à modelo mais famosa de Leonardo da Vinci uma inteligência artificial que lhe permite interagir com o ambiente.
Clique aqui para ver como funciona a 'Mona Lisa' digital.
"A ideia é compartilhar com a Gioconda uma relação íntima como se fosse um ente querido, para que cada um possa apropriar-se desta poderosa figura da arte", afirma Florent Aziosmanoff, líder do projeto, chamado "Living Joconde" ("Gioconda Viva").

O protótipo tem, por enquanto, três versões ou formatos do célebre quadro do século XVI: um quadro digital do mesmo tamanho da "Mona Lisa" original", que funciona como uma espécie de tablet; um aplicativo para smartphone; e uma grande joia com uma versão "miniatura" da obra.

A nova Mona Lisa olha da esquerda para a direita, depois fecha os olhos, sorri ou faz uma leve careta, em função do que acontece ao redor. O conceito funciona graças a um Kinect, um periférico que capta os movimentos e imagens, utilizado nos videogames.
Uma equipe de 40 pessoas trabalhou por um ano na França no projeto.
De acordo com Aziosmanoff, não se trata de inventar "outra Gioconda", e sim de perpetuar a "living art" iniciada pelo grande pintor de Florença: "A Gioconda é considerada o primeiro quadro que consegue dar vida a uma pessoa diante do espectador".
Do quadro até uma joia, a "Living Gioconda" poderia ser comercializada em várias versões. Em colaboração com a marca Mathon, acaba de ser concebido um protótipo de "joia conectada" em forma de camafeu, representando a Mona Lisa.
A joia de fantasia custará 100 euros e as versões mais desenvolvidas centenas de milhares de euros.
Os especialistas já começaram a trabalhar em um aplicativo para celular, que permitirá inclusive o envio de mensagens de texto.
O criador do projeto, no entanto, adverte que a Gioconda interativa não terá nada a ver com Tamagotchi, pequenos animais eletrônicos muito populares há alguns anos e que deveriam receber cuidados dos proprietários.
"No Tamagotchi é necessário alimentar o animal, comprovar que está bem. O que eu proponho é uma Gioconda que tenha sua independência e sua sutileza", afirma.

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